Hoje é um dia diferente.
Hoje é sexta-feira, 13.
Hoje estou saindo de férias.
Hoje anoiteceu as 10h, da manhã.
Hoje eu almocei na Schneider.
Hoje está chovendo, pra caramba.
Hoje é aniversário da minha madrinha.
Hoje não amanheceu direito ainda (são 14 horas agora).
Hoje eu vou jantar pizza.
Hoje mudarei a resposta default para o campo 'estavo civil' dos formulários.
Hoje testemunhas irão autorizar uma união.
Hoje eu vou casar.
Hoje o nome da Jamile vai mudar.
Hoje será no civil.
Hoje a vida começa a se transformar.
Hoje não é um dia como os outros...
Hoje é um dia especial!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Emoções escritas, lágrimas lidas
O uruguaio Eduardo Galeano escreveu.
Eu li.
Eu já tinha ouvido falar deste escritor mas, em uma recente visita à casa da minha irmã para buscá-la para ir ao cinema (veja só como anda o projeto!), encontrei dois livros dele na estante de livros dela. Li as primeiras páginas. Me interessei quando vi que um deles começava assim:
"Recordar: do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração".
Quais livros?, o culto leitor e a voraz leitora irão perguntar-me.
E eu de pronto vos respondo: "Vagamundo" e "O Livro dos Abraços".
Ambos com muitas histórias curtas, de poucas páginas, no caso do primeiro. Até mesmo de poucas linhas, no caso do segundo. Todas elas com conteúdo.
Sabe aquele tipo de livro que te faz pensar? Em que cada história pode ser algo lindo, algo simples, algo inimaginável, algo complexo, algo que tira a respiração, algo estupefaciente, algo que te leva para longe, algo que te traz de volta, que te prega no chão ou que te derruba?
Ele conta histórias de gente do povo, de gente que sofreu pela ditadura, de gente da América Latina toda, de gente que viveu e morreu por uma causa ou por amor ou por acaso ou nenhuma das anteriores. Conta histórias de sua própria vida, sobre como era a época da ditadura no Uruguai e em outros países da América Latina. Sobre como foi o seu tempo de exílio.
Conta coisas que te colocam no meio do mundo, no meio da rua. No meio do olho de um furacão. Algumas histórias são verdadeiros ensinamentos sobre a vida, a arte, as amizades, o amor e a dor. São emoções escritas. Não raro, me emocionei tanto como se estivesse me vendo ali. Não é de espantar que as lágrimas me tenham vindo às vezes, à sorrelfa, eu que me emociono até vendo desenho animado no cinema.
Hoje, depois de ler uma pequeníssima fração da obra de Eduardo Galeano, posso dizer que estou completamente perplexo com o que podemos encontrar nesses livros. O fato é que quero continuar desbravando a obra desse escritor. Ainda lerei outros livros dele, isso é certo.
Para vocês terem uma idéia de como me identifiquei com o que li, vai uma frase de uma história do Livro dos Abraços:
"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos."
De onde veio essa, tem muitas outras.
Eduardo Galeano escreveu.
Eu li.
E me emocionei.
E agora tenho ainda mais no que pensar, eu que tanto tenho tentado pensar pra ver se de fato existo.
Eu li.
Eu já tinha ouvido falar deste escritor mas, em uma recente visita à casa da minha irmã para buscá-la para ir ao cinema (veja só como anda o projeto!), encontrei dois livros dele na estante de livros dela. Li as primeiras páginas. Me interessei quando vi que um deles começava assim:
"Recordar: do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração".
Quais livros?, o culto leitor e a voraz leitora irão perguntar-me.
E eu de pronto vos respondo: "Vagamundo" e "O Livro dos Abraços".
Ambos com muitas histórias curtas, de poucas páginas, no caso do primeiro. Até mesmo de poucas linhas, no caso do segundo. Todas elas com conteúdo.
Sabe aquele tipo de livro que te faz pensar? Em que cada história pode ser algo lindo, algo simples, algo inimaginável, algo complexo, algo que tira a respiração, algo estupefaciente, algo que te leva para longe, algo que te traz de volta, que te prega no chão ou que te derruba?
Ele conta histórias de gente do povo, de gente que sofreu pela ditadura, de gente da América Latina toda, de gente que viveu e morreu por uma causa ou por amor ou por acaso ou nenhuma das anteriores. Conta histórias de sua própria vida, sobre como era a época da ditadura no Uruguai e em outros países da América Latina. Sobre como foi o seu tempo de exílio.
Conta coisas que te colocam no meio do mundo, no meio da rua. No meio do olho de um furacão. Algumas histórias são verdadeiros ensinamentos sobre a vida, a arte, as amizades, o amor e a dor. São emoções escritas. Não raro, me emocionei tanto como se estivesse me vendo ali. Não é de espantar que as lágrimas me tenham vindo às vezes, à sorrelfa, eu que me emociono até vendo desenho animado no cinema.
Hoje, depois de ler uma pequeníssima fração da obra de Eduardo Galeano, posso dizer que estou completamente perplexo com o que podemos encontrar nesses livros. O fato é que quero continuar desbravando a obra desse escritor. Ainda lerei outros livros dele, isso é certo.
Para vocês terem uma idéia de como me identifiquei com o que li, vai uma frase de uma história do Livro dos Abraços:
"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos."
De onde veio essa, tem muitas outras.
Eduardo Galeano escreveu.
Eu li.
E me emocionei.
E agora tenho ainda mais no que pensar, eu que tanto tenho tentado pensar pra ver se de fato existo.
domingo, 18 de outubro de 2009
Eu bem que avisei que não ia ser fácil...
E as obras continuam...

Leio meu amigo Caçula Brown divagando, pensando, filosofando e gostaria de ter mais tempo para compartilhar os recentes aprendizados dele. Aprender junto e quando possível tentar enriquecer com novos pensamentos.
Porém, não estou no modo pensador nos últimos meses. Eu chaveei completamente para o modo executor. Impressionante, mas estando no modo executor meu modo pensador está seriamente debilitado. Não consigo as duas coisas ao mesmo tempo. Deve ser porque o meu modo executor está hardcore. Obra, festa... tudo, um início de vida a dois.
Abaixo, eu, no modo executor.

Mas não reclamo não. Estou fazendo o que quero, o que planejei, o que sonhei e tudo está dando certo. É uma correria boa, gratificante, mas isso não quer dizer que não estou ansioso pelo merecido descanso das férias que estão por vir.
Para distrai-los, enquanto não consigo retornar para o modo pensador, aí vão algumas fotos obreiras. São fotos de alguns meses atrás (obviamente o apartamento não está mais neste estado), mas mesmo assim vale para vocês me desculparem pela pouca participação no blog nos últimos tempos.

"Iniciar uma vida a dois" é uma tarefa complexa, que consome muito tempo e que, pela concentração enorme de decisões importantes em um curto espaço de tempo, acaba por estressar a pessoa.
O que conforta, alegra, estimula e dá a certeza da vitória nessa tarefa é saber que, como o próprio nome dessa tarefa diz, não estou sozinho.
Estou a dois.
Leio meu amigo Caçula Brown divagando, pensando, filosofando e gostaria de ter mais tempo para compartilhar os recentes aprendizados dele. Aprender junto e quando possível tentar enriquecer com novos pensamentos.
Porém, não estou no modo pensador nos últimos meses. Eu chaveei completamente para o modo executor. Impressionante, mas estando no modo executor meu modo pensador está seriamente debilitado. Não consigo as duas coisas ao mesmo tempo. Deve ser porque o meu modo executor está hardcore. Obra, festa... tudo, um início de vida a dois.
Abaixo, eu, no modo executor.
Mas não reclamo não. Estou fazendo o que quero, o que planejei, o que sonhei e tudo está dando certo. É uma correria boa, gratificante, mas isso não quer dizer que não estou ansioso pelo merecido descanso das férias que estão por vir.
Para distrai-los, enquanto não consigo retornar para o modo pensador, aí vão algumas fotos obreiras. São fotos de alguns meses atrás (obviamente o apartamento não está mais neste estado), mas mesmo assim vale para vocês me desculparem pela pouca participação no blog nos últimos tempos.
"Iniciar uma vida a dois" é uma tarefa complexa, que consome muito tempo e que, pela concentração enorme de decisões importantes em um curto espaço de tempo, acaba por estressar a pessoa.
O que conforta, alegra, estimula e dá a certeza da vitória nessa tarefa é saber que, como o próprio nome dessa tarefa diz, não estou sozinho.
Estou a dois.
domingo, 27 de setembro de 2009
Eu a as reflexões de um final de domingo
Ainda dá tempo.
Não tenho 32 dentes, e nunca vou ter.
Azar. Dá-se um jeito.
Uso óculos, e isso é bom.
Sem óculos, tudo é dor de cabeça e parece que tenho areia nos olhos.
Não sei nada de coisa nenhuma.
Eu apenas observo.
Eu não desisto.
Eu resisto.
Eu me informo.
Eu não me conformo (mais).
Ninguém nasce sabendo.
O Super-Homem não gosta de Kriptonita.
O Homem-Aranha gosta da Mary Jane.
Eu amo minha irmã.
Eu demoro pra resolver certas coisas.
Eu quero.
Eu mudo.
Eu fico mudo.
As pessoas demoram a ver certas coisas.
Eu canso.
Eu descanso.
Eu viajo.
Eu tenho bons amigos.
Eu respiro.
Eu suspiro.
Eu peço ajuda.
Eu tento ajudar.
Eu leio.
Eu penso.
Nada sei de coisa alguma.
Quero aprender.
Ainda dá tempo.
Não tenho 32 dentes, e nunca vou ter.
Azar. Dá-se um jeito.
Uso óculos, e isso é bom.
Sem óculos, tudo é dor de cabeça e parece que tenho areia nos olhos.
Não sei nada de coisa nenhuma.
Eu apenas observo.
Eu não desisto.
Eu resisto.
Eu me informo.
Eu não me conformo (mais).
Ninguém nasce sabendo.
O Super-Homem não gosta de Kriptonita.
O Homem-Aranha gosta da Mary Jane.
Eu amo minha irmã.
Eu demoro pra resolver certas coisas.
Eu quero.
Eu mudo.
Eu fico mudo.
As pessoas demoram a ver certas coisas.
Eu canso.
Eu descanso.
Eu viajo.
Eu tenho bons amigos.
Eu respiro.
Eu suspiro.
Eu peço ajuda.
Eu tento ajudar.
Eu leio.
Eu penso.
Nada sei de coisa alguma.
Quero aprender.
Ainda dá tempo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Pensamento
A vida não é filme. Se fosse, iríamos aos cinemas assistar "vidas" ao invés de "filmes".
Com essa frase na cabeça, junto com a certeza de que eu realmente não sei nada de coisa nenhuma, pensei novamente.
Ando pensativo nesses últimos dias do inverno porto-alegrense. Vocês, caras leitoras e dignos leitores, devem estar pensando: "Capaz!?!?! Nem parece!".
A-háááá! Pode não parecer, mas é um tempo de intensa queima de fosfato.
Mas, por favor, não me peça conclusões brilhantes, idéias mirabolantes, soluções fascinantes. Ainda não.
No momento, só sei que nada sei. Mas vai que um dia eu aprendo...
Preciso pensar mais!
Como diria o grande Lupicínio Rodrigues...
"... o pensamento parece uma coisa à toa.
Mas como é que a gente voa quando começa a pensar..."
Com essa frase na cabeça, junto com a certeza de que eu realmente não sei nada de coisa nenhuma, pensei novamente.
Ando pensativo nesses últimos dias do inverno porto-alegrense. Vocês, caras leitoras e dignos leitores, devem estar pensando: "Capaz!?!?! Nem parece!".
A-háááá! Pode não parecer, mas é um tempo de intensa queima de fosfato.
Mas, por favor, não me peça conclusões brilhantes, idéias mirabolantes, soluções fascinantes. Ainda não.
No momento, só sei que nada sei. Mas vai que um dia eu aprendo...
Preciso pensar mais!
Como diria o grande Lupicínio Rodrigues...
"... o pensamento parece uma coisa à toa.
Mas como é que a gente voa quando começa a pensar..."
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
O campeonato mundial de seres humanos
Dia desses eu estava dirigindo e ouvindo um programa de rádio muito popular por essas bandas, o Pretinho Básico. Esse programa em geral tem a única e exclusiva motivação de entreter e contar piadas. Fazer troça das mais diversas situações. Imitar outras pessoas. Fazer todo tipo de papagaiada.
Mas um dos caras que apresentam o programinha falou uma coisa assim, de relance, uma frase de revesgueio que eu não sei bem qual era a intenção dele. Acho que ele queria fazer uma piada, como sempre. Ou não. Não lembro o contexto, mas a frase me chamou a atenção:
"O problema é o campeonato mundial de seres humanos."
Na verdade, não lembro se era exatamente com essas palavras, mas era essa a idéia da frase. E essa frase me fez parar para pensar. Pensei, pensei e pensei.
Acho que no fundo há mesmo um campeonato mundial de seres humanos. Imaginemos: uma competição entre pessoas que nem se conhecem, e para algumas isso faz toda a diferença. Isso é que deve fazer com que o motorista do outro carro pense que precisa passar na minha frente de qualquer jeito. Isso é que deve fazer com que haja cada vez mais intolerância. Talvez algumas pessoas achem que para ganhar o campeonato têm que acotovelar-se no supermercado para entrar antes na fila. Esse campeonato eu não quero ganhar. Nesse, eu quero mofar na zona do rebaixamento.
Será que tem vaga na Libertadores para o G-4 desse campeonato? Sim, porque as pessoas cada vez mais parecem estar competindo entre si, das formas mais inusitadas e por quaisquer motivos. Não que eu não queira nenhuma competição, muito antes pelo contrário. Eu acredito que é algo muito importante, e pode ser um combustível para a melhora das pessoas. Não consigo imaginar o mercado de trabalho, por exemplo, sem competição. É do jogo, faz parte da vida.
Mas eu sonho com um mundo em que a competição seja saudável. Sonho com o dia em que alguém irá competir com outrem para ver quem é que torna a vida do outro melhor. Para ver quem melhora mais os dias de outras pessoas. Um campeonato mundial de seres humanos do bem. Nesse campeonato, eu ia querer competir. Inclusive eu já teria os candidatos ao título, sem precisar de ajuda de matemáticos para dar os prognósticos e probabilidades. ERAD-Boys e ERAD-Girls, essa vocês levariam fácil, sem disputa de pênaltis!
Aí está. Pensei. Concluí. Como diria o grande Descartes: "Cogito, ergo sum".
Mas um dos caras que apresentam o programinha falou uma coisa assim, de relance, uma frase de revesgueio que eu não sei bem qual era a intenção dele. Acho que ele queria fazer uma piada, como sempre. Ou não. Não lembro o contexto, mas a frase me chamou a atenção:
"O problema é o campeonato mundial de seres humanos."
Na verdade, não lembro se era exatamente com essas palavras, mas era essa a idéia da frase. E essa frase me fez parar para pensar. Pensei, pensei e pensei.
Acho que no fundo há mesmo um campeonato mundial de seres humanos. Imaginemos: uma competição entre pessoas que nem se conhecem, e para algumas isso faz toda a diferença. Isso é que deve fazer com que o motorista do outro carro pense que precisa passar na minha frente de qualquer jeito. Isso é que deve fazer com que haja cada vez mais intolerância. Talvez algumas pessoas achem que para ganhar o campeonato têm que acotovelar-se no supermercado para entrar antes na fila. Esse campeonato eu não quero ganhar. Nesse, eu quero mofar na zona do rebaixamento.
Será que tem vaga na Libertadores para o G-4 desse campeonato? Sim, porque as pessoas cada vez mais parecem estar competindo entre si, das formas mais inusitadas e por quaisquer motivos. Não que eu não queira nenhuma competição, muito antes pelo contrário. Eu acredito que é algo muito importante, e pode ser um combustível para a melhora das pessoas. Não consigo imaginar o mercado de trabalho, por exemplo, sem competição. É do jogo, faz parte da vida.
Mas eu sonho com um mundo em que a competição seja saudável. Sonho com o dia em que alguém irá competir com outrem para ver quem é que torna a vida do outro melhor. Para ver quem melhora mais os dias de outras pessoas. Um campeonato mundial de seres humanos do bem. Nesse campeonato, eu ia querer competir. Inclusive eu já teria os candidatos ao título, sem precisar de ajuda de matemáticos para dar os prognósticos e probabilidades. ERAD-Boys e ERAD-Girls, essa vocês levariam fácil, sem disputa de pênaltis!
Aí está. Pensei. Concluí. Como diria o grande Descartes: "Cogito, ergo sum".
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Façam projetos
Alegria, alegria! Depois de algum tempo sem postar aqui, cá estou. Firme que nem prego em polenta. Sim, caros leitores e distintas leitoras! Eu estou aqui. Feliz que nem lambari de sanga. E, sem mais delongas, deixemos de lero-lero e passemos às questões assaz pertinentes que me trazem a este nobilíssimo espaço.
Choveu em Porto Alegre. Dito assim, isso parece um fato deveras corriqueiro. Uma obviedade ululante, haja visto que em Porto Alegre no inverno a tendência é que haja precipitação mesmo. Mas dessa vez foi muito precipitada a situação. Choveu ininterruptamente, por muito tempo. Dilúvios se revezavam com garoas e chuvas "normais". Resultado: ruas alagadas, engarrafamentos e toda sorte de percalços que ocorrem com o cidadão honesto que paga seus impostos em dia nesses casos de água descontrolada caindo do firmamento. Mas o que me deixou realmente plasmolizado foi o buraco que se abriu na Juca Batista. Senhoras e senhores, é um senhor buraco. O famoso buracão. Extenso e profundo. No asfalto. No meio da faixa de rolamento, em uma esquina. Um perigo! Desagradável. Lastimável. Profundamente lamentável.
E-du-ca-ção. Segundo a Wikipedia, o cérebro é o maior órgão do sistema nervoso e o mais desenvolvido. Fantástico isso, não? Pois seria ainda mais espetacular se as pessoas o utilizassem para o bem. Ou ainda se as pessoas simplesmente o utilizassem. Eu não consigo entender o que se passa pelas cabeças de alguns motoristas. O que faz uma pessoa ao volante pensar que tem prioridade sobre as demais? O nobre cidadão simplesmente enfia a porcaria do seu carro importado onde pensa que cabe, e os demais motoristas têm que fazer o trabalho sujo de se cuidar pra não bater na porcaria do carro importado que se atravessou no meio do caminho. É muita falta de educação. As pessoas andam muito mal-educadas. O problema e a solução têm o mesmo nome: e-du-ca-ção.
Sobrevivi. Ou melhor, sobrevivemos eu e minha progenitora. Vinha eu guiando o carrinho cor-de-abóbora pelo viaduto da Silva Só e uma caminhonete com o triplo do tamanho do pequeno Palio simplesmente pulou os blocos de concreto que dividem os sentidos. E se desgovernou. E vinha que vinha zigue-zagueando serelepe em minha direção. E eu já estava na faixa bem da direita, se fosse mais pra direita arriscava mergulhar de cara na Protásio Alves. Eu só tinha uma coisa a fazer: "Pai nosso que estais no céu!" A sorte é que o cara conseguiu dar uma guinada naquele caminhão dele e pulou pro outro lado. Foi faísca, fumaça, pneu cantando. Mas escapamos. Agora sempre que passo por ali fico cuidando pra ver se nenhuma viatura saltitante aparece na minha frente.
Ah, para com isso! Para do verbo parar sem acento é muita sacanagem com o idoso. Como é que pode isso de para do verbo parar sem acento? Querem me derrubar. Com o cinquenta sem trema eu acho que vai ser mais fácil de me acostumar. Mas para do verbo parar sem acento é sacanagem.
E a todas essas, tem que engolir e digerir como bem entender o que esses arremedos de políticos fazem na capital federal, no Rio Grande do Sul, em todos os lugares. Notícia de política é sempre a mesma cantilena. Previsível. Escândalo atrás de encândalo. E o mais embasbacante de tudo é que até ex-presidente "impeachmado" é senador. Não dá pra ser feliz assim. Mas, mesmo que meu protesto aqui seja mais inútil que buzina em avião, me sinto melhor em fazê-lo.
E os meus projetos vão bem, obrigado, e mandam lembranças. O Projeto Irmã 2009 está cada vez mais desenvolvido. Estou impressionado. Acho que minha meta será batida com louvor. Esforço e boa vontade não estão faltando. A organização tem sido a alma do negócio. O senso de oportunidade também. Estou obtendo progressos deveras significativos no relacionamento fraterno com aquela que saiu do mesmo ventre que eu. Se tem algo que eu digo a vocês é o seguinte: façam projetos. Dá certo!
Choveu em Porto Alegre. Dito assim, isso parece um fato deveras corriqueiro. Uma obviedade ululante, haja visto que em Porto Alegre no inverno a tendência é que haja precipitação mesmo. Mas dessa vez foi muito precipitada a situação. Choveu ininterruptamente, por muito tempo. Dilúvios se revezavam com garoas e chuvas "normais". Resultado: ruas alagadas, engarrafamentos e toda sorte de percalços que ocorrem com o cidadão honesto que paga seus impostos em dia nesses casos de água descontrolada caindo do firmamento. Mas o que me deixou realmente plasmolizado foi o buraco que se abriu na Juca Batista. Senhoras e senhores, é um senhor buraco. O famoso buracão. Extenso e profundo. No asfalto. No meio da faixa de rolamento, em uma esquina. Um perigo! Desagradável. Lastimável. Profundamente lamentável.
E-du-ca-ção. Segundo a Wikipedia, o cérebro é o maior órgão do sistema nervoso e o mais desenvolvido. Fantástico isso, não? Pois seria ainda mais espetacular se as pessoas o utilizassem para o bem. Ou ainda se as pessoas simplesmente o utilizassem. Eu não consigo entender o que se passa pelas cabeças de alguns motoristas. O que faz uma pessoa ao volante pensar que tem prioridade sobre as demais? O nobre cidadão simplesmente enfia a porcaria do seu carro importado onde pensa que cabe, e os demais motoristas têm que fazer o trabalho sujo de se cuidar pra não bater na porcaria do carro importado que se atravessou no meio do caminho. É muita falta de educação. As pessoas andam muito mal-educadas. O problema e a solução têm o mesmo nome: e-du-ca-ção.
Sobrevivi. Ou melhor, sobrevivemos eu e minha progenitora. Vinha eu guiando o carrinho cor-de-abóbora pelo viaduto da Silva Só e uma caminhonete com o triplo do tamanho do pequeno Palio simplesmente pulou os blocos de concreto que dividem os sentidos. E se desgovernou. E vinha que vinha zigue-zagueando serelepe em minha direção. E eu já estava na faixa bem da direita, se fosse mais pra direita arriscava mergulhar de cara na Protásio Alves. Eu só tinha uma coisa a fazer: "Pai nosso que estais no céu!" A sorte é que o cara conseguiu dar uma guinada naquele caminhão dele e pulou pro outro lado. Foi faísca, fumaça, pneu cantando. Mas escapamos. Agora sempre que passo por ali fico cuidando pra ver se nenhuma viatura saltitante aparece na minha frente.
Ah, para com isso! Para do verbo parar sem acento é muita sacanagem com o idoso. Como é que pode isso de para do verbo parar sem acento? Querem me derrubar. Com o cinquenta sem trema eu acho que vai ser mais fácil de me acostumar. Mas para do verbo parar sem acento é sacanagem.
E a todas essas, tem que engolir e digerir como bem entender o que esses arremedos de políticos fazem na capital federal, no Rio Grande do Sul, em todos os lugares. Notícia de política é sempre a mesma cantilena. Previsível. Escândalo atrás de encândalo. E o mais embasbacante de tudo é que até ex-presidente "impeachmado" é senador. Não dá pra ser feliz assim. Mas, mesmo que meu protesto aqui seja mais inútil que buzina em avião, me sinto melhor em fazê-lo.
E os meus projetos vão bem, obrigado, e mandam lembranças. O Projeto Irmã 2009 está cada vez mais desenvolvido. Estou impressionado. Acho que minha meta será batida com louvor. Esforço e boa vontade não estão faltando. A organização tem sido a alma do negócio. O senso de oportunidade também. Estou obtendo progressos deveras significativos no relacionamento fraterno com aquela que saiu do mesmo ventre que eu. Se tem algo que eu digo a vocês é o seguinte: façam projetos. Dá certo!
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