terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Uh, tererê!

Verão.

Calor na minha cidade. A Porto Alegre dos meus amores está mais para a Forno Alegre dos meus calores.

Mas tudo bem, não podemo se entregar pros hôme, de jeito nenhum, amigo e companheiro!

O chimarrão vai ser retomado como um hábito, como já foi e deixou de ser por uma certa dose de preguiça, eu confesso. Azar do calor, vou tomar o meu chimarrão. Faz bem e eu gosto.

Já providenciei a cuia nova, a bomba nova, só por motivação. Inclusive estou pensando em acordar mais cedo e tomar um chimarrão antes do café da manhã, antes ainda de sair pra labuta. Mudanças na rotina podem ser bem legais e bem motivadoras. Vejamos como me saio, a partir da semana que vem.

Mas enquanto a nova cuia se prepara para que eu sorva meu mate diário, quente como o coração das prendas dos meus pagos, vou me distraindo com a cuia antiga, tomando um bom e geladíssimo tererê.

Uh, tererê! :)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Resoluções para 2011

Só pra compartilhar (e também registrar) as três metas que tenho para este ano:

1. Defender a Tese
2. Tocar a carreira adiante (arranjar um emprego ou bolsa)
3. Tirar a carteira de motorista.

De resto, seguir vivendo feliz na companhia da família, amigos e namorada.

:)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Apenas uma oportunidade de dizer obrigado

Quando eu era criança eu sempre ficava na expectativa pelo final de ano. Muito mais por causa do Natal, eu confesso. Eu sempre queria saber se eu ia ganhar aquela bola que eu tinha pedido, ou se a bicicleta viria, ou o tão sonhado Atari. Aqui vale lembrar que o sonho do Atari próprio foi realizado em um Natal. Ainda lembro exatamente até do que eu comi naquele Natal, o do Atari. E da expectativa até o momento mágico em que eu abri o embrulho e ele estava lá, na caixa predominantemente cinza. Desculpem, caros dois ou três leitores, mas tenho que fazer uma pausa pra enxugar uma lágrima renitente que teima em cair pelo meu rosto.

Mas tergiverso. O que quero mesmo é falar do Ano Novo, essa oportunidade que as pessoas têm de fazer levantamentos e ver onde e como podem mudar suas vidas. Muito mais do que a troca de um número no calendário, o Ano Novo representa, ao menos para mim, a oportunidade de refletir e ver qual o saldo que fica depois de mais 365 dias (às vezes 366).

Enfim, é momento de acertar contas consigo mesmo. Ser sincero e verdadeiro com aquela pessoa que a gente vê todo dia quando acorda e olha no espelho. Ver se aquelas promessas que se fez no ano anterior foram mesmo cumpridas. Procurar os motivos para não ter feito alguma coisa. E, mais importante, procurar oportunidades de mudanças e novos projetos para um ano que se iniciará, estalando de novo.

Vejamos. Em 2009 eu tinha uma sacola de idéias na cabeça. Destas, algumas não saíram de onde estavam. Mas algumas viraram uma realidade bastante palpável. Que o digam a máquina de lavar roupas cheia e esperando pra fazer seu trabalho, a pia cheia de louça pra lavar e a geladeira implorando por compras que a recheiem pelo menos um pouquinho. Alguns projetos foram levados a cabo, como podem comprovar as lojas de roupas que estão me vendendo artigos em tamanhos muito menores do que costumavam vender. Outros estão em pleno andamento, conforme atestam os meus tênis que estão tendo suas solas cada vez mais gastas.

Obviamente, houve surpresas. Algumas ótimas, verdadeiramente lindas. Outras, bem menos agradáveis. Mas todas elas me levaram a me dar conta de uma coisa totalmente óbvia: a vida só anda se a gente ajudar a fazê-la andar. A engrenagem está pronta, esperando por um empurrão para começar a funcionar. Como diria Eduardo Galeano, "a sorte ajuda quem a ajuda a ajudar".

Acho que mudei um bocado em 2010. Acho que levo desse ano uma nova sacola, cheia de ensinamentos, experiências. Receitas do que fazer e do que não fazer. Já disse e reafirmo: saio desse ano mais preparado e mais pronto do que entrei.

E não esqueci, nunca esqueceria, da presença dos amigos e da família nesse ano. 2010 foi um ano movimentado, intenso. E eu tive sempre os melhores amigos que eu poderia sonhar em ter, próximos de mim. Quando eu menos esperava, vieram e me mostraram o quão boa a vida pode ser. Quando a felicidade era gigante, eles estavam presentes, celebrando junto comigo. Mas quando eu mais precisei, eles não esmoreceram: estavam lá, atendendo o telefone para me ouvir choramingar, me encontrando para, pacientemente, ouvir meus lamentos. Só posso dizer a eles uma palavra: obrigado.

A família também vai bem, obrigado, e manda lembranças. Termina o ano com um  orgulho gigante da minha irmã que concluiu a faculdade. E iniciará o ano novo com a formatura, pra ter a oportunidade de demonstrar o orgulho em público. Também esteve comigo quando eu estava feliz, me ajudou quando eu precisei e não faltou quando eu precisei de palavra de irmã, ombro de pai e colo de mãe. Repetitivamente, digo: obrigado.

Em resumo, é mais ou menos isso: 2010 foi um ano e tanto. Será para sempre lembrado, como aquele Natal em que eu ganhei meu saudoso Atari. E eu já estou com idéias, projetos, planos, metas, sonhos, objetivos, tudo pronto pro ano que está chegando. Preparem-se, vocês ainda vão saber de muitas novidades nos próximos 12 meses.

Que venha o 2011. Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rúcula faz mal pra saúde!

Mentira. Ainda não faz. Mas esta realidade está começando a mudar.

Eu nunca gostei de rúcula. Troço amargo. Desagradável. Parece que o cara tá se punindo ao comer aquilo.

Porém, dia desses a Jamile fez aqui em casa uma salada de rúcula, ricota e morangos. E eu tinha que provar, claro, porque era a salada da Jamile :D e também porque tinha morangos, que eu gosto demais. Não podia comer só os morangos. Daí comi tudo misturado e gostei. De verdade. Esses três ingredientes combinam muito bem numa salada. Virei fã da salada, da mistura.

A partir daí paulatinamente comecei a me acostumar com a idéia de comer rúcula. Comecei a ver que rúcula não é tão detestável. Comecei a me aventurar tentando comê-la pura. No início, com algum sofrimento. Todos os dias, nos restaurantes que eu ia, eu tentava uma ruculazinha. Resultado: já estou comendo rúcula sem sofrimento. Já tá quase ficando gostoso comer rúcula.

E é justamente aí que vem o risco para a saúde.

Tradicionalmente tudo que eu gosto faz mal pra saúde.
E tudo que eu não gosto é mega saudável.

Logo, eu me arrisco a dizer que, neste momento, em algum lugar do mundo, cientistas devem estar confabulando sobre algo de ruim que a rúcula pode nos oferecer, e irão divulgar, em breve, um estudo inovador que prova que a rúcula faz mal pra saúde.

"O veneno escondido na rúcula", será a manchete no Terra.

"Cientistas ingleses afirmam que consumo regular de rúcula pode ser fatal. Leia amanhã, no jornal O Sul", afirmará um jornal que se auto-entitula o melhor jornal do Rio Grande do Sul.

"Treinador de futebol faz treino com portões fechados, come rúcula e seu time é derrotado no fim de semana", sentenciará o Benfica após a jornada esportiva da Gaúcha.

"Nesta sexta, no Globo Repórter: da mesa do brasileiro para o banco dos réus. Saiba porque a rúcula é a nova vilã do povo brasileiro. Tudo isso e muito mais você vê, nesta sexta, no Globo Repórter". Com Sérgio Chapelin.

Preparem-se. Em breve, rúcula vai começar a fazer mal!

domingo, 7 de novembro de 2010

Pensamentos de um fim de semana insone

Sim, não dormi na última noite. Não foi por alguma causa especial, além do fato de não ter dormido simplesmente. Fui ficando acordado, ficando acordado, e quando vi o dia amanheceu e eu fiz chimarrão e saí pra caminhar e voltei e tomei café. Morar sozinho me trouxe essas "flexibilidades" novas: não é a primeira vez que isso acontece, de não dormir uma noite.

Enfim, eu disse que caminhei. Na verdade, não foi a primeira caminhada do fim de semana. Totalizei 22,7 quilômetros percorridos nesses dois últimos dias, segundo cálculos de distância com ajuda do Google Maps. Legal isso. Na verdade, faz parte de um novo projeto que iniciei oficialmente nesse fim de semana insone, eu que tenho gostado de projetos: decidi chamá-lo de "Projeto Caminhador Maluco". Ele não tem nada de maluco, em verdade. Mas me transformará em um caminhador cada vez mais preparado e disposto. E como metas são metas e estão para serem atingidas, lutarei. É o que posso prometer.

Não vou no show do Paul McCartney em Porto Alegre. Desejo à minha irmã e aos meus amigos que vão que tenham um excelente show, que seja inesquecível. Durante a caminhada de ontem, passei (de propósito) em frente ao hotel do homem. Não vi nada além de uma multidão, nem fiquei lá: apenas passei mesmo. Mas não se pode negar que estive relativamente perto de um Beatle, olhe aí, veja você!

O verão parece que chegou. Senti calor pela primeira vez no dia de hoje. E era cedo da manhã. Bom, que eu faça então a limonada com os limões que se me apresentam: o horário de verão é ótimo, minhas roupas secam mais rápido depois de lavadas. Como vêem, estou aberto a não apenas "tolerar" como também "conviver bem" com o verão que ora se avizinha e se aproxima inexoravelmente. Vejamos o que mais de positivo o verão terá para me apresentar.

Tentei assistir à corrida de Fórmula-1. Recentemente eu disse aqui mesmo nesse blog que não faria mais isso, mas confesso que cedi. Que pena! Não achei que ela tenha sido tão espetacular quanto o narrador tentou me dizer que foi. Sobre Fórmula-1, eu realmente acho que o mais espetacular que esse esporte pode me apresentar desde muito tempo será o filme sobre o Senna, que estréia em Porto Alegre dia 12. Esse eu não perco.

O ano definitivamente está acabando. E isso me lembra de como eu gosto de fim de ano. Talvez eu goste mais apenas do começo de um novo ano. Exceto pelo verão, mas esse eu já disse que estou preparado, otimista e tolerante. Faz parte do "Caçula Relax"...

Eu ainda acredito que o problema e a solução são a mesma coisa: educação. A falta de e a melhoria da, respectivamente. Em todos os sentidos, em todas as instâncias e de todos os tipos. Só pra reforçar que tem coisas que não mudam.

E sim, eu vou dormir. Ainda hoje. :)

Sem mais para o momento, ciente de que já misturei assuntos demais em um único post e certo de que terei a compreensão de todos, despeço-me momentânea e cordialmente. Até a próxima!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Joguei a toalha

Sim, derrota!

Me rendi... pedi trégua e sucumbi ao sistema!

Após lutar bravamente contra a maré, e tentar não fazer parte da onda mundial, eu fui fraco...

... e hoje, somente a algumas horas atras ...

abri uma conta no twitter !!! (sigh)

vejamos agora o quanto isso consumirá do meu tempo: no meio tempo, podem me achar em @machadoufrgs

Hasta! :)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A música do silêncio

O mundo anda cada vez mais complicado. As pessoas correm cada vez mais, são cada vez mais bruscas e se entendem menos. Ainda hoje eu vi cenas lamentáveis no ônibus, exemplos acabados de uma falta de educação que não parece ter fim. O trânsito também é um exemplo bastante importante de como as coisas estão estranhas. Ninguém respeita ninguém, é uma pena. E na pele de pedestre, a gente acaba sendo desrespeitado de um jeito bastante desagradável.

Definitivamente, não me canso de repetir que o problema parece ser cada vez mais resumido por uma única palavra: educação. Desde a mais básica, dada pela família, até a mais formal. Educação, é disso que o país precisa. 

Nesses dias em que tudo parece estranho demais, corrido demais, atrapalhado demais, tenso demais, o melhor remédio pode ser o silêncio. Banho quente e silêncio, uma combinação perfeita. Agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, o único som que ouço é o clique-clique das teclas. 

É impressionante como o silêncio pode ser extremamente reparador. Depois de um tempo de silêncio completo, senti-me renovado. O silêncio às vezes é uma bênção. Só precisamos saber aproveitar e relaxar durante alguns momentos. Afinal, tem hora pra tudo. Tem a hora de música, tem a hora de correria, tem a hora de ser sério e a hora de brincar. Por que não ter, de vez em quando, a hora do silêncio?

Vou voltar agora mesmo ao que eu estava fazendo: nada. Completa ausência de barulho. Um tempo comigo mesmo, ouvindo a música do silêncio.